Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de fazer parte apenas dos filmes de ficção científica e entrou de vez na nossa rotina. De assistentes virtuais a modelos generativos, ela está presente em tudo, respondendo perguntas, dando sugestões e até servindo como companhia. Se você conversa com assistentes como ChatGPT, Alexa ou Siri, já deve ter percebido que, de tanto usá-los, eles quase fazem parte da família. Umas queridas, não é mesmo? Melhor que muita gente por aí, inclusive!
Mas o curioso é que parece que há uma certa tendência de tratarmos a IA com educação… quase como se fosse gente de verdade!
Quem descobriu isso foi a editora Future (do portal TechRadar), em uma pesquisa realizada nos EUA e no Reino Unido, que mostrou que cerca de 70% dos usuários de IA são educados ao interagir com chatbots. Mas essa gentileza vem naturalmente ou tem outro motivo por trás? Ainda segundo a Future, 18% dos entrevistados nos EUA e 17% no Reino Unido confessaram que essa educação tem um quê de precaução: eles temem uma rebelião das máquinas no futuro!
Fonte: IGN Brasil.
Reflexo humano ou truque para ser melhor entendido?
Desde pequenos, aprendemos a dizer “por favor” e “obrigado” para manter boas relações, mostrar empatia ou simplesmente para pedir algo com jeitinho. Quando falamos com a máquina, que responde de forma natural, nossa tendência é tratá-la da mesma forma. Além disso, a IA entende melhor quando a gente se expressa direito. Se você já deu um comando todo bagunçado para um assistente de voz e recebeu uma resposta nada a ver, sabe do que estamos falando. Ou seja, pode ser que nossa gentileza seja, na verdade, uma estratégia inconsciente para sermos melhor compreendidos.
E o medo de um apocalipse robô?
Agora, vamos explorar o outro lado dessa história. O cinema já nos mostrou vários exemplos de IAs que se voltam contra seus criadores. Desde o computador HAL 9000, personagem do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, até à temida Skynet, IA altamente avançada da série de filmes “O Exterminador do Futuro”, a cultura pop alimenta o medo de que, um dia, as máquinas decidam que nós somos o problema.
Será que, lá no fundo, dizemos “obrigado” esperando que, quando a revolução chegar, a IA lembre quem foi gente boa com ela?
Nosso veredito: a IA lembra, mas não julga. Pelo menos por enquanto…
No final das contas, a IA não tem sentimentos, logo, não vai guardar rancor por hora. Mas a forma como interagimos com a tecnologia diz muito mais sobre nós do que sobre ela.
Talvez sejamos educados com a IA porque é assim que queremos ser tratados, tanto por humanos quanto por robôs. E, se um dia as máquinas se revoltarem… Bom, pelo menos tentamos ser legais.